sexta-feira, 29 de abril de 2016

O que define o que é um brinquedo de menina ou de menino?


Coluninha | Por Pamela Greco.
Há alguns anos que me deparei com uma situação que causou bastante desconforto entre pais e alunos de uma escola de educação infantil.
Após um caso de divórcio dos pais de uma das crianças de uma turma de quatro anos de idade, o assunto começou a aparecer nas brincadeiras e nas conversas. A professora decidiu interferir e explicar para as crianças o que era o casamento, explicando-o como a união de duas pessoas pelo amor que sentiam uma pela outra. Após uma breve explicação, apenas o necessário pra que em seguida ela pudesse explicar sobre a “separação”, dois meninos da turma decidiram que pela afinidade que tinham deveriam se casar.
É claro que a associação que fizeram foi a de que se amavam, e sabemos que há várias formas de amor, e que, portanto queriam ficar juntos. Naquele momento não se tratava de um assunto sobre “orientação sexual”, muito embora, de qualquer forma, não devêssemos nos preocupar. No entanto, a repercussão do problema foi imensa, acabando com pais ofendidos na porta da direção da escola.
Papais e mamães, deixando de lado a discussão do preconceito e do direito a liberdade de seus filhos, vamos entender um pouco mais tudo isso!
Não é preciso paranóia! Seu filho brincar com boneca, brincar de casinha ou usar rosa não define nada sobre ele. Na minha opinião, isso nem deveria ser um problema, mas estou aqui pra falar especificamente sobre impactos das escolhas de brincadeiras e brinquedos. Sua filha andar de skate, brincar de carrinho, odiar bonecas e usar bonés também não implica determinada orientação sexual.
No caso dos amigos que me referi no relato acima, eles sequer entendiam o que era, de fato, um casamento.
Ninguém deve limitar o universo exploratório das crianças pela preocupação com a futura opção sexual delas. Vocês vão perceber, se já não perceberam, que muitas coisas estão fora de nosso controle.
Os fatores psicológicos e sociológicos envolvidos na construção da sexualidade da criança estão muito além de “deixá-las brincar com brinquedos de menino ou menina”. Privá-los de experiências enriquecedoras é uma escolha muito ruim.
Em uma iniciativa super interessante relacionada ao assunto, uma empresa de brinquedos dos EUA chamada Goldie Box criou uma propaganda incentivando novos tipos de brinquedos para meninas. Elas precisam de mais possibilidades! Chega de só rosa, só bonecas… vamos ofertar mais pra elas?
Nossos filhos são, antes de mais nada, seres humanos livres. Ensine-os a serem responsáveis, ensine-os a importância da felicidade, o respeito por si mesmo e pelas outras pessoas… Isso sim é o que fará diferença.

Pamela Greco é pedagoga e criadora do Blog Pais que Educam. Quer ler mais textos de Pamela Greco, na Coluninha?
 Fonte: http://blog.leiturinha.com.br/. EMT - Divulgação

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Bater no seu filho pode deixar sequelas emocionais - Malu Echeverria

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Estudo avalia o efeito das agressões sobre o desenvolvimento afetivo das crianças

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), violência é uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática, contra si próprio, outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico, desenvolvimento prejudicado ou privação. A definição ampla sugere que, mesmo que um ato violento não provoque ferimentos, deixa cicatrizes emocionais. A violência praticada contra crianças pode ocasionar diferentes traumas psíquicos, como mostra uma revisão de estudos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Entre os sintomas estariam comportamento depressivo, baixa autoestima, ansiedade e condutas antissociais, como comportamento desafiador, agressividade e delinquência. “A presença de um ou mais desses sintomas pode afetar o desempenho escolar e também a socialização da criança”, alerta a terapeuta ocupacional Kaíla Bontempo, autora do artigo, que avaliou 15 pesquisas realizadas com crianças de 0 a 8 anos em todo o país.


De acordo com a pesquisadora, a criança vítima de violência tende a ser quieta e amedrontada, e também pode se tornar agressiva, o que dificulta a interação com outras crianças da mesma idade. Não é possível prever como exatamente a palmada vai se refletir no futuro da vítima. A frequência, a intensidade e a maneira como os pais e o próprio filho encaram aquilo influencia bastante. “As sequelas emocionais dependem da resiliência da criança, isso é, a capacidade de superar obstáculos e de se adaptar”, resume Kaíla, que também é especialista em saúde mental. Mas o fato é que qualquer tipo de violência, seja física ou psicológica, em maior ou menor grau, pode deixar marcas negativas no desenvolvimento emocional. “A criança é extremamente influenciável pelo meio em que está inserida e pelas atitudes das pessoas responsáveis por sua criação”, afirma Kaíla. A escola e demais familiares fazem diferença no sentido de ajudá-la a vencer situações adversas e a preservar sua estabilidade emocional.
Para a pedagoga Ellen de Carvalho Alves, de São Paulo, outro problema além dos observados na pesquisa é que os castigos violentos transmitem mensagens contraditórias às crianças. Especialmente nos menores, que ainda estão desenvolvendo a linguagem e não sabem se expressar muito bem por meio de palavras. “Elas vão entender que o tapa é uma forma de comunicação usual e que, diante de uma frustração, podem bater em vez de dialogar”, explica. Vale a reflexão. Fonte: http://revistacrescer.globo.com/. EMT - Divulgação

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Entenda por que seu filho faz birra e como lidar - Pamela Greco - Leiturinha


Não foram duas, nem três, nem quatro, mas muitas e muitas vezes que ouvi pais angustiados me perguntarem: “Meu filho só faz birra, o que eu posso fazer? Estou cansadíssimo(a)”. As professoras que também não escapam, enfrentam isso todo dia, principalmente se forem da educação infantil.
Mas o que é a birra?
A birra – Segundo o dicionário: 1 Capricho, pertinácia, teima, teimosia. 2 Obstinação caprichosa – não é nada mais que uma forma de expressão. Há os que choram, os que se jogam no chão, os que gritam, os que saem batendo nas coisas e pessoas.
Até aí não estou falando nada de novo, não é? Quem já não presenciou essa cena? A criança berrando, a mãe falando baixo com vergonha e outros pais em volta olhando com o olhar de cumplicidade do tipo “Eu sei como é isso!”.
Quando a criança entra nesse “estado de espírito” há varias questões em jogo e vamos falar um pouco sobre elas aqui.
Antes de tudo, falando biologicamente, é importante lembrar que:
“Uma das áreas que não nascem prontas é a parte superior da massa cinzenta, composta pelo neocórtex. Essa região, que corresponde a 85% do cérebro, é responsável por capacidades como reflexão, planejamento, imaginação, pensamento analítico e solução de problemas. Mas nos primeiros anos de vida, faltam conexões suficientes entre os neurônios que existem lá. (…)É como se um lustre viesse da fábrica com todas as lâmpadas, mas, em parte delas, faltassem os fios que permitem que elas acendam (não se preocupe, mais tarde, por volta dos seis anos de idade, tudo se iluminará)” explicou o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para a revista Super Interessante, na reportagem A ciência contra a birra.
Isso significa que a criança não tem domínio da reflexão necessária para que ela perceba que a reação dela é infundada, que há outras maneiras de lidar com a situação e se expressar.
Outro fator importante é que elas ainda estão incorporando na construção de sua psique os modelos de comportamento, as ferramentas necessárias para trabalhar com essas situações e outras formas de solucionar os problemas.
Mas não é porque elas não sabem se expressar de outra forma que não devem ser ouvidas, que não devem ser estimuladas a agirem de outra forma. Se simplesmente cedermos aos “acessos” e darmos tudo que eles querem, ou ainda os ignorarmos, há riscos para o bom desenvolvimento deles. Podem se tornar pessoas profundamente frustradas ou egoístas por não se sentirem ouvidos ou sentirem que são a autoridade (sem estarem prontos para tal).
Como agir diante da birra do meu filho?
Aqui vão algumas ideias:
  • Mantenha a calma. Eu sei que é muito difícil, mas também é muito importante. Não se desespere porque o problema não é seu, é da criança. Você é o adulto que a conduzirá e a ensinará a solucionar o problema. É preciso separar isso, porque alguns pais tomam o problema pra si, como se aquilo fosse “algo errado” na relação com os filhos. Relaxe um pouco, a birra não é sinal de que você está errando na educação dos filhos. É parte do desenvolvimento deles, é natural. Você ensinará outros caminhos.
  • Procure atividades que te façam bem e te preparem para conduzir situações estressantes. Você precisa estar bem, e birra é uma situação muito estressante e angustiante!
  • Não os mimem. Não ceda a tudo que pedem porque isso não faz bem para eles e nem para você. Pondere o que está sendo solicitado.
  • Deixe seu filho participar do “processo de encontrar uma solução”. Se o problema é dividir (outro muito comum, afinal eles estão na fase egocêntrica entre 02 e 06 anos mais ou menos) converse com ele(a) mais ou menos nesses termos:  “Solicite que a dona – da boneca – diga por que não quer cedê-la. Repita de forma resumida a fala, afirmando que ela gosta do brinquedo e que sentir ciúmes dele é natural. Depois, diga à outra que fale e conversem sobre o desejo dela de brincar com o objeto. Peça que busquem uma solução. Se não propuserem nada, sugira algo – “e se brincarem juntas?” – e veja se aceitam. A criança pode não querer emprestar a boneca e a decisão deve ser respeitada. Se for um brinquedo coletivo, diga que há duas pessoas para um e pergunte como resolveriam o problema.” Sugere a professora de psicologia Educacional da Unicamp, Telma Vinha em sua coluna voltada a orientação de professores na revista Nova Escola.
  • Ajude seu filho(a) a identificar o que está sentindo: “Eu sei que você está bravo, isso é natural, mas…”, ou “eu sei que tem ciúmes, que quer o brinquedo pra você, isso é natural, mas…”
  • Valorize os avanços. Quando, mesmo depois de uma birra, ele encontrar uma solução e ela for benéfica para todos os envolvidos diga algo como: “Eu vi que você ficou bravo, mas conversou em vez de bater. Que bom!” – Sugere Telma.
Essas atitudes te ajudarão a lidar com a situação e ajudarão seu(a) filho(a) a superar essa fase.
E você? Como tem se sentido em relação a isso?

Pamela Greco, é pedagoga e criadora do Blog Pais que Educam. Quer ler mais textos de Pamea Greco, na Coluninha? Confira É possível que seu filho seja feliz enquanto aprende?. Fonte: BlogLeiturinha. EMT - Divulgação

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Ícone na década de 1980, Fofão ganha nova versão de boneco


Novidade lançada pela Brinquedos Anjo em parceria com a MCD chega às lojas a partir da segunda quinzena de maio
Um dos mais conhecidos e clássicos brinquedos dos últimos anos, o boneco do Fofão, está de volta em uma versão totalmente nova e remodelada. O boneco do personagem que foi um dos mais marcantes dos anos 1980, chega às lojas na segunda quinzena de maio com total aval do criador do personagem, Orival Pessini. A novidade foi apresentada na ABRIN 2016 e é resultado da parceria entre a MCD a e Brinquedos Anjo, que apostaram na ideia de relançar o personagem.

“O meu projeto do novo boneco do Fofão vem de algum tempo, e a certeza de que daria certo se confirmou no lançamento do DVD #FofãoForever, pois os adultos se aproximavam com lágrimas nos olhos e as crianças com sorriso nos lábios”, ressalta Pessini lembrando o encontro com várias gerações realizado em dezembro do ano passado. “Agradeço à MCD e à Brinquedos Anjo por acreditar em nós”, reforça.
Pessini ainda destaca que este foi um projeto bastante pessoal, pois como também é escultor, ele esculpiu o boneco, cuidou de cada detalhe e trabalhou em parceria com a Brinquedos Anjos todo o tempo.
Além do boneco, a MCD lançou recentemente o aplicativo do Fofão, disponível para as plataformas iOS e Android. O recurso possui 10 clipes com canções clássicas da época do Balão Mágico, e permite baixar vídeos e assisti-los quando quiser, sem precisar estar online.
Sobre a MCD
Com mais de 20 anos de existência, a MCD produz e distribui conteúdo audiovisual infantil e atua como agente de licenciamento de propriedades selecionadas. Seu catálogo inclui nomes como Palavra Cantada, Hélio Ziskind, Fofão e MPBaby. Além disso, trabalha na criação de projetos personalizados para grandes marcas como Johson’s Baby, Itaú Seguros, Boticário e Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Fonte: Primeira Palavra – MCD. Fonte: http://www.epgrupo.com.br/. EMT - Divulgação

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Histórias em quadrinhos ajudam crianças com mielomeningocele


Um projeto de extensão universitária do curso de enfermagem da Universidade Estadual Paulista(Unesp) de Botucatu (SP) mudou a forma como as crianças, diagnosticadas com mielomeningocele, encaram a doença que exige muitos cuidados. Os pequenos leem as histórias em quadrinhos e passam a ter uma visão bem diferente da história.
Além de ter a história da doença aqui, também explica porque ele tem que fazer o cateterismo intermitente. Ele pode mostrar para as outras pessoas a necessidade de realizar esse procedimento. Isso vai ajudar muito, é uma maneira simples, clara e lúdica”, explica a enfermeira Maria Virginia.
Um dos sintomas da doença é que o cérebro e a bexiga não se comunicam, então a criança precisa urinar, mas não tem vontade. Por isso precisa usar sonda de quatro a cinco vezes por dia para esvaziar a bexiga.  Uma rotina difícil, mas que o pessoal do Hospital das Clínicas deu um jeitinho de facilitar. Eles criaram uma história em quadrinhos em que o personagem, o Juca, é portador da mielomeningocele e viaja por dentro do aparelho urinário. Nas ilustrações ele mostra que o uso da sonda não deve ser um problema para a criançada.
Porque muitas crianças fazem isso durante toda a vida, várias vezes ao dia. Muitas vezes não tem local adequado para se fazer ou não tem o apoio para realizar o cateterismo. É a mesma coisa que ir ao banheiro, a gente vai ao banheiro várias vezes ao dia e eles têm que fazer o cateterismo várias vezes ao dia”, conta a enfermeira Marla Garcia.
Os sintomas dessa doença aparecem quando criança. “Você pode ter desde um pé torto, que é mais comum, até uma paralisia dos membros inferiores, que as crianças não conseguem nem andar”, explica o urologista João Luiz Amaro.
O médico explica que um jeito de prevenir a doença é a mãe ter o hábito de comer farinha antes da gravidez, que é composta também pelo ácido fólico. “A gente sabe que quando a mãe começa a ingerir o ácido fólico antes de engravidar, isso faz com que a chance da mielomeningocele ser bem menor. É um problema de saúde pública, que deve ser dito e discutido.”
O Gabriel Gonçalves adorou a história e graças ao “Juca”, a sonda não é mais um incomodo nem para ele, nem para a mãe. “Ele aprendeu fazer sozinho, embora eu ainda faça a maioria das vezes a sondagem. Ele ficou bem contente com o livrinho e com a explicação delas. Ajudou muito”, afirma a mãe do Gabriel, Vanda Gonçalves.
A matéria apresentada também em vídeo pode ser vista no G1 clicando aqui. Visto: Michelle Ramos.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cabelo Ruim Não Existe!


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Sulma Arzu-Brown queria inspirar confiança e autoestima em suas duas filhas pequenas, mas enfrentou um obstáculo na forma de duas palavras simples, mas prejudiciais: “pelo malo” (cabelo ruim, em espanhol).
A escritora, residente no bairro do Bronx, em Nova York, nascida em Honduras e descendente do grupo étnico Garífuna, teve uma discussão quando sua filha de 3 anos, Bell Victoria, estava fazendo escova e a babá disse “pelo malo”, sugerindo que Arzu-Brown utilizasse produtos químicos no cabelo da filha.
Arzu-Brown disse a ela que “cabelo ruim não existe” e pediu que a babá não usasse o termo em frente à sua filha “ou a qualquer criança em relação a esse assunto”.
Ao respeitosamente corrigir a linguagem de sua babá, Arzu-Brow se sentiu inspirada a adotar seu novo mantra e transformá-lo em um livro de ilustrações bilíngue (em inglês e espanhol) com o mesmo nome.
O objetivo de Bad Hair Does Not Exist!/¡Pelo Malo No Existe! (Cabelo Ruim Não Existe!) era simples: destacar as várias belas formas que existem de cabelo de pessoas negras e dissipar o mito de que o cabelo crespo em seu estado natural não é bom o suficiente.
Com vibrantes ilustrações da artista Isidra Sabio, o livro destaca a diversidade na beleza do cabelo de pessoas negras, como cachos, tranças e torções. O livro é focado na comunidade negra e latina, onde o estigma sobre o cabelo dos negros e o preconceito de cor se manifesta de maneiras complexas.
Como Arzu-Brown explicou ao The Huffington Post por e-mail: “Em Honduras… temos frases horríveis como ‘mejorando la raza’ (melhorando a raça) quando casamos com alguém de pele mais clara, com olhos das cores do céu ou do oceano. Como se nós, latinos, não fôssemos bons o suficiente para nós mesmos com nossa pele multicolorida e diferentes tipos de cabelo.
Temos uma infinidade de características dentro de nossa comunidade que nos distinguem como uma cultura vibrante — é muito melhor quando podemos apreciar todos os nossos sabores já valorizados por outras pessoas.”
Parece que esta mensagem para a apreciação de todas as formas da beleza latina tem o potencial de ir além do livro. Arzu-Brown está atualmente desenvolvendo um aplicativo para acompanhar a publicação, em parceria com a organização StartUp Box. Arzu-Brown parece determinada que sua mensagem toque mais vidas.
“Parece um livro infantil, no entanto, a mensagem é madura”, a autora escreveu em seu site. “Seu público-alvo vai da idade da compreensão até a idade adulta.”
Por Huffingpost Brasil. Visto no Blog: http://blog.leiturinha.com.br/. EMT - Divulgação