quinta-feira, 25 de agosto de 2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Campanha genial fala sobre abuso infantil com as crianças - Leiturinha

Por Gabriella Reis | Leiturinha.

Perda, separação, morte, sexualidade, preconceito. A lista de coisas extremamente complexas e delicadas de se explicar aos pequenos está aí. Batendo à porta e pedindo um pouquinho da atenção da família… Não é tão difícil quanto parece. Quando o assunto então é abuso infantil,  entra em jogo a confiança. E neste momento, mais do que nunca, os pequenos precisam saber em quem confiar e como identificar comportamentos que não são para o seu bem.

Assuntos sérios são coisas de criança sim! Você precisa de tato para abordá-los, mas eles são fundamentais. É indispensável que, ainda em formação, a criança possa refletir e compreender coisas que dizem respeito à sua segurança. Ser clarotransparente e saber usar a linguagem dos pequenos não parece tarefa fácil, mas é lindamente possível. A prova disto é um vídeo fantástico da NSPCC (National Society for the Prevention of Cruelty to Children) em sua campanha que tem como mote o combate ao abuso sexual infantil.

A organização que atua no Reino Unido e Ilhas do Canal disponibilizou o vídeo que você confere a seguir. Da maneira mais descontraída e com um dingle de colar na cabeça e deixar a gente cantarolando o dia todo, dinossauros animados – chamados no vídeo de ‘pantosaurus’ – dançam a canção que alerta os pequenos para “não abaixarem suas calças para estranhos” de uma maneira incrivelmente leve, alegre e clara.

Quando você for tratar do assunto com seu pequeno, talvez um vídeo como este possa ajudar. Você também tem como sua forte aliada a literatura nestes momentos. Encontre a melhor forma de conversar com os pequenos ou, se preferir, todas elas! Só não vale deixar o assunto de lado.

Informações de Exame e NSPCC. Fonte: BlogLeiturinha. EMT – Divulgação


 Veja o vídeo clicando AQUI

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O Papel do Pai - Por Rosângela Silva - Revista Dávila

Divulgação

A família tradicional cujo papel do pai era prover, proteger, sustentar, punir e dar segurança, da mãe educar e ensinar e o dos filhos  aprender e incorporar as regras ensinadas há muito vem se modificando.
Boa parte das crianças e jovens hoje vive com apenas um dos pais, na maioria das vezes só com a mãe.
Na nova concepção familiar, todos têm que se adaptar e adequar para cumprir os novos papéis e desafios que se instalam. Pontos positivos e negativos desfilam entre todos que têm que se remodelar para atender às novas exigências e expectativas da sociedade.
Nessa nova formatação familiar, muitas mudanças ocorreram. A mãe, antes responsável pela organização doméstica e rainha da afetividade e aconchego teve que partir para o mercado de trabalho e esse papel ficou delegado às empregadas, avós e até para os professores. O pai, em muitos casos, transformou-se numa figura ainda mais ausente, pouco participativo na formação de seus filhos, devido às inúmeras exigências oriundas do trabalho. Outros passaram a dividir com a mãe tarefas ligadas aos filhos que antes eram só do universo feminino: dar banhos, alimentar, frequentar reuniões escolares, auxiliar nos lições de casa e estudos.
Só o que ainda não mudou é o papel fundamental do pai, estando casado ou não, na construção da identidade de seus filhos, sejam eles do sexo masculino ou feminino.
Sendo pai de menino, o homem será responsável pela sua identificação sexual e servirá como modelo em seus hábitos e atitudes. O pai para as meninas tem significado crucial , pois mesmo identificando-se com as mães,  elas buscam atingir o amor paterno que lhes possibilitará conhecimentos sobre o sexo oposto. Ele é o primeiro homem na vida da filha, pois é com ele que ela aprende a entender o universo masculino. Hoje, pesquisas indicam que meninas que estiveram fortemente ligadas aos pais na infância demonstram ser mais seguras e ter alta autoestima.
Estudos também indicam que a ausência paterna faz com que os meninos deem valor excessivo ao dinheiro e às conquistas materiais, buscando o sucesso a qualquer preço, conquistando todas as mulheres que forem capazes, descarregando suas  carências nos gestos  violentos e agressivos.
Já nas meninas, a falta do pai faz com que surja um sentimento de culpa e inadequação que gera um baixo autoconceito, podendo dificultar  o entrosamento sexual com o sexo oposto.
Por tudo isso, pode-se concluir que a ausência paterna, tanto para as meninas quanto para os meninos, apresenta perdas fundamentais para o seu desenvolvimento e aprimoramento pessoal.
Pais, seu  maior presente aos filhos é a sua presença. Fonte: RevistaDavila. EMT - Divulgação

Dicas para garantir a saúde auditiva do seu filho - Blog Leiturinha

Foto: Divulgação

Coluninha | Por Lílian Kuhn.

Férias chegando, criançada com tempo livre… que tal reservar uns minutinhos para cuidar da audição do seu filho? Poucos sabem, mas esse sentido está diretamente relacionado ao desenvolvimento da linguagemaprendizagem e socialização do ser humano. Por isso, cuidado e acompanhamento se tornam essenciais desde sempre. Uma curiosidade: a partir da 16ª semana de gestação os bebês já podem até responder aos estímulos sonoros externos ao corpo da mãe. Legal, né?!
Bom, vamos lá! A regra número 1: evite exposição da criança aos ambientes barulhentos. Os sons surgem a todo o momento, a gente sabe, mas muitas vezes eles podem ser extremamente prejudiciais. No caso dos pequenos, o perigo é ainda maior porque o sistema auditivo ainda está em processo de desenvolvimento e maturação. Cuidado com os estouros de fogos de artifício (muito comuns nesta época por conta das festas juninas), aparelhos de som e televisão com os volumes muito altos e, para os mais crescidinhos, atente-se aos fones de ouvido. Eles adoram assistir a vídeos no youtube, né? Tudo bem, só não se esqueça de conferir se está tudo ‘normal’.
Sabe aqueles brinquedinhos e livros musicais fofos e vendidos por aí? Certifique-se que eles são de boa qualidade e foi testado e aprovado pela ANVISA. Alguns podem até achar que é ‘frescura de mãe e pai’, mas garanto que a exposição a um material com nível de ruído desregulado é capaz de trazer danos e traumas acústicos irreversíveis. Outra dica importante é prestar atenção aos sinais de alteração auditiva. Ele não se assusta/acorda quando acontecem ruídos altos? Está sempre desatento ao que acontece ao redor? Solicita muito a repetição da frase? Procure ajuda!
Por fim, leve o pequeno para uma avaliação audiológica anual. O seu filho visita o dentista, oculista e pediatra regularmente, não é? Anote na agenda a consulta com um fonoaudiólogo também! Combinado?

Lílian Kuhn é fonoaudióloga com especialização em Audiologia e Mestrado e Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem. Há dez anos atende crianças e adultos com distúrbios de linguagem. Fonte: BlogLeiturinha. EMT - Divulgação

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Estúdio EMT lança e-book “Desenhando a Turma do Gabi 02”


Já está à venda no site da Amazon, o e-book “Desenhando a Turma do Gabi #02” da Editora EMT/Kindle.

A publicação alcança o público de todas as idades, pois o cartunista e escritor Moacir Torres ensina a desenhar dezenas de personagens da Turma do Gabi com traços simples.

Para adquirir o novo livro de atividades, basta acessar:  https://www.amazon.com.br/dp/B01K7JOOUA

SERVIÇO
E-book: Desenhando a Turma do Gabi 02
Autor: Moacir Torres
Editora: Emt/Kindle

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

No mês do folclore, encontro Pé de Letra destaca importância da contação de histórias


Carmelina de Toledo Piza e Vanessa Aranha Morimoto são as convidadas de agosto

Precioso auxílio à prática pedagógica de professores na Educação Infantil, a importância da contação de histórias na sala de aula será tema do encontro Pé de Letra da próxima segunda-feira, dia 15 de agosto, às 20h, no Villa Scamboo em Americana. As contadoras de histórias Carmelina de Toledo Piza e Vanessa Aranha Morimoto dividem com os participantes suas experiências e comentam: contar histórias é técnica ou dom? Como despertar nas crianças em idade escolar o gosto pela leitura por meio da arte de contar histórias?

Durante o bate-papo, além de Carmelina e Vanessa, os participantes também são convidados a dividirem suas opiniões, comentários ou dúvidas, já que a proposta do encontro é democratizar conhecimentos. Criado em março deste ano, o intuito do encontro mensal é discutir temas que envolvem literatura e educação e reunir interessados nesse universo literário em um ambiente descontraído.

A escolha pelo tema do encontro do mês se deu principalmente por agosto ser tradicionalmente conhecido como mês do folclore; mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração;  nada melhor do que trazer para o centro da conversa uma das atividades mais antigas de que se tem noticia, a contação de história; um  momento mágico que desperta a imaginação e as emoções.

O Pé de Letra acontece toda terceira segunda-feira de cada mês numa parceria da Editora Adonis, Villa Scamboo e o curso de Pedagogia do Unisal – Unidade Americana e tem moderação  de Maria Amélia Moscom. O encontro surgiu a partir da coluna homônima, publicada quinzenalmente no site da Editora Adonis, um espaço para que os participantes exponham suas ideias.

Sobre as convidadas:
Carmelina de Toledo Piza é mestre em Educação Comunitária, psicopedagoga e pós-graduada em Arteterapia. Em 1999, abriu o Espaço para Arte de Contar Histórias, em Piracicaba, onde ensina a arte de narrar aos profissionais da educação, da saúde e de outras áreas. Em 2001, formou o grupo Na Cia. da Tia Carmelina. Pela Editora Adonis publicou os livros Caju, uma história de amor (2004) e Passa balaio trançado de sonhos e conta uma história...  (2ª Edição -2013).

Vanessa Aranha Morimoto é formada em Pedagogia, educadora brincante e contadora de histórias formada pela Cia da Tia Carmelina de Toledo Piza desde 2004. Integrante do Grupo Alecrim – Cultura da Infância, que realiza apresentações em livrarias, bibliotecas, escolas e eventos culturais. Trabalhou na Educação Infantil durante oito anos. Publicou o livro Menino urso (2016) pela Editora Adonis, onde é a contadora de histórias no projeto Como nasce um livro?.

Serviço: Pé de Letra
Dia 15 de agosto, às 20h, no Villa Scamboo
Av. Paulista, 75 – Americana/SP

terça-feira, 9 de agosto de 2016

9º Concurso Cultural da Turma do Gabi - Desenho contará com 100 trabalhos selecionados para exposição


Inscrições seguem até 30 de Agosto.

O Concurso recebeu até agora cerca de 300 trabalhos de crianças e jovens de vários estados. Os desenhos premiados serão anunciados em outubro.

O 9º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho de Indaiatuba (SP) terá 150 trabalhos expostos de 03 a 30 de Outubro no Centro de Convencões Aydil Bonachella (Rua das Primaveras, 210, 210 – Jardim Pompéia).

A edição recebeu até o momento cerca de 300 desenhos de crianças e jovens com idades entre 9 e 14 anos, de cidades do estado de São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

O tema deste ano foi Olimpíadas.

No dia 17 de Setembro, a comissão de seleção e premiação do 9º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho se reune para escolher entre os 300 trabalhos que serão pré-selecionados, os 100 que serão expostos a partir do dia 01 de Outubro, no Centro de Convenções Aydil Bonachella.

Os trabalhos premiados também serão definidos, mas só serão anunciados em outubro, durante solenidade com data a ser divulgada.

Os três ganhadores receberão um Tablet cada, as três menções indicadas pelo júri serão contemplados com um Kit de revistas e livros da Turma do Gabi.

O júri de seleção final e premiação será formado por Wilma Schroeder (Artista Plástica), Airton Parra Sobreira (Artista plástico e Escritor) e Moacir Torres (Cartunista e Escritor).

“O Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho vem a cada ano se superando, tanto na quantidade de trabalhos, como na qualidade dos desenhos participantes”.

O evento é realizado pelo Estúdio Moacir Torres (EMT) com apoio do Colégio Episteme e da Secretaria de Cultura.

A relação dos participantes da exposição bem como os nomes dos premiados estarão no site: www.turmadogabi.com.br a partir do dia 03 de Outubro. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Piracicaba - Salãozinho de Humor expõe 225 trabalhos selecionados - SP.

Caricatura de Amy Amy Winehouse
(Foto: Gabrielly Custódio)

Obras premiadas serão anunciadas em outubro; edição teve 25 esculturas.
Competição recebeu 3.169 desenhos de estudantes de vários estados.

O 14º Salãozinho de Humor de Piracicaba (SP) terá 225 trabalhos em exposição. A edição recebeu 3.169 desenhos de estudantes com idades entre 7 e 14 anos das redes municipal, estadual e particular de ensino, de cidades do estado de São Paulo; Santa Catarina e Rio de Janeiro.
Os temas recorrentes neste ano foram a crise política brasileira, a dengue e o zika vírus, a gripe H1N1, além de caricaturas de celebridades diversas.
No dia 7 de julho, a comissão de seleção e premiação do 14º Salãozinho de Humor de Piracicaba se reuniu para escolher entre os 320 trabalhos pré-selecionados, os 225 que serão expostos a partir do dia 27 de agosto, no Engenho Central.
Os trabalhos premiados também foram definidos, mas serão anunciados em outubro, durante solenidade com data a ser divulgada. Os primeiros, segundos e terceiros colocados de cada categoria, estudantes de 7 a 10 anos e de 11 a 14 anos, serão contemplados com bicicletas, skates e patinetes.
O júri de seleção final e premiação foi formado por Fábio San Juan, artista gráfico, ilustrador editorial e professor de história da arte licenciado Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Camila Daniele Santos, professora de arte do Estado de São Paulo; e Erasmo Spadotto, cartunista piracicabano.
Para Spadotto, os estudantes se voltaram às questões atuais do Brasil, como as relacionadas ao cenário político e as epidemias de dengue e Zika Vírus. “Mas, recebemos também muitas caricaturas, entre elas estão personagens do Chaves, a Dilma Rousseff, Frida Kahlo, Amy Winehouse e cantor sertanejo José Rico, que morreu recentemente, foi bastante explorado neste segmento”, disse.
O Salãozinho de Humor de Piracicaba procura difundir o desenho como instrumento de conhecimento mediado pelas relações entre a arte e educação, além de fomentar o desenvolvimento de novos artistas e incentivar a formação de um público que esteja mais familiarizado com o universo do humor gráfico.
O evento é realizado pela Secretaria da Ação Cultural de Piracicaba (Semac) e pelo CEDHU.

Inscriçôes Abertas
Estão abertas até o dia 22 de julho as inscrições para o 43º Salão Internacional de Humor de Piracicaba. As categorias em cena são cartum, charge, caricatura, tiras/HQ (histórias em quadrinhos) e tema mobilidade. A premiação soma R$ 55 mil. O regulamento na íntegra e a ficha de inscrição estão disponíveis no site do evento: www.salaointernacionaldehumor.com.br. 
Fonte: http://g1.globo.com/. EMT - Divulgação

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Por Mais Malalas E Menos Barbies - Rosângela Silva - Revista Dávila


Outro dia lia uma matéria dizendo da influência dos brinquedos oferecidos na infância para meninos e meninas e do quanto eles contribuem para o desenvolvimento da  engenhosidade e do espírito científico. Enquanto os brinquedos dos meninos promovem ação, movimento, construção, os das meninas direcionam para os cuidados com a casa, com  a cozinha, com a beleza.
Isso me despertou para escrever sobre as formas com que os pais educam os meninos e as meninas e a repercussão disso nas suas vidas futuras.
Educar filhos meninas ou meninos dá um trabalhão danado. Proponho aqui pensar sobre as famílias, a escola  e a educação das meninas. Sobre os meninos escreverei outro artigo.
E assim algumas questões me vêm à mente: há diferenças entre educar meninas e meninas? O que pensam as famílias? E os educadores? Que comportamentos são incentivados ou reprimidos ao educar cada um dos gêneros? A forma de  educar cada gênero realmente mudou no decorrer dos tempos? Pais se dedicam mais às filhas? Mães tem uma admiração especial pelos meninos? Em que isso se fundamenta? Que tipos de comportamentos estão impregnados nas famílias que alimentam a “guerra dos sexos”?
É preciso que nos livremos da lista de papéis que se impõe ao gênero feminino: estar sempre bonita, ser feminina, ser sensível, ser bem comportada, ser pacífica, ser delicada, ser prestativa e acrescentemos na lista, pontos importantes para seu sucesso na vida moderna  tais como: ter objetivos a serem seguidos, ser empreendedora, ser criativa, ser pesquisadora, ser construtora, ser forte, ser batalhadora, ser corajosa, ser independente etc.
Não se trata de substituir uma lista pela outra. Trata-se de ampliar o olhar para que o se espera de uma mulher nos dias de hoje.
É sabido que existem diferenças fisiológicas e consequentemente psicológicas entre meninos e meninas. As meninas amadurecem mais cedo que os meninos, eles têm uma capacidade mais racional, melhor compreensão espacial e geométrica, porém elas têm maior facilidade de comunicação e expressão, intuição e zelo. Além disso, as meninas têm em volta de si, mitos que as rotulam de várias formas. Um exemplo: mulheres têm fama de serem consumistas, o que leva a um pré-conceito de que gastam desmedidamente, são impulsivas e têm falta de critérios para fazer escolhas. Outra situação é a fama de serem mais desequilibradas, mais tendenciosas e muito emotivas.
Em algumas situações vemos pessoas agindo impensadamente reforçando  a ideia da mulher ser o “sexo frágil”, como acontece , por exemplo, quando pedimos a um menino para ajudar-nos a empurrar uma mesa e não fazemos o mesmo pedido a uma menina, como se ela fosse incapaz de tal gesto. Isso também ocorre quando dividimos tarefas entre meninos e  meninas e estampamos nossa predileção dando os afazeres domésticos às meninas.
A sexualidade é outro assunto divergente em muitas famílias. Em muitas delas,  o menino é incentivado a ser o conquistador, o “pegador”, o que se aventura em saídas, enquanto isso as meninas são podadas.
Muita coisa já mudou e hoje a sociedade está se abrindo para equalizar os papéis, porém muito ainda precisa ser feito para que haja uma melhor conscientização das pessoas sobre a igualdade dos gêneros, sejam eles quais e quantos forem.
Ainda há preconceito sim, sobre a roupa curta, sobre os decotes, sobre  a cor dos cabelos, sobre o jeito de sentar, andar e falar como se isso representasse o caráter e os valores da mulher.
A ditadura da beleza, os ditames da moda, aprisionam as meninas e as conduzem  a uma avalanche de cobranças e dores emocionais imensa. E então, o mundo das meninas passa a ser, não tão cor de rosa, como muitos pensam.
A internet e as redes sociais também aprisionam e de certa forma cerceiam, quando dogmatizam e ditam padrões, quando divulgam conceitos distorcidos, quando replicam vídeos desvalorizando a mulher, quando publicam a piada machista, quando expõem a mulher como objeto.
A publicidade se dedica a vender ideias distorcidas e que interessam ao mercado.  Quer vender produtos e ideias e lucrar com isso. É implacável em seu convencimento.
Educar as meninas para que respeitem seus corpos, suas vontades e seus sentimentos e não sejam manipuláveis é obrigação da família que não pode fechar os olhos, nem ser omissa. É necessário não estimular ações precoces, dar autonomia na medida da responsabilidade, orientar para que tenham compromisso com a sua reputação e seus valores, atentar aos seus interesses como forma de acompanhar seu desenvolvimento e torná-lo saudável.
Pode parecer excessiva e até drástica a citação a seguir, mas há é fato que a educação das meninas no sentido mais amplo, leva a resultados positivos no que diz respeito à redução da natalidade e  da mortalidade, diminuição de  doenças e aumento da qualidade de vida de uma sociedade.
Sendo assim, cabe também ao governo e à escola fazerem suas parte. Educadores bem preparados atuam a fim de diminuir o entendimento de superioridade ou inferioridade dos gêneros, de desmistificar o que pode ou deve fazer cada um dos gêneros, incentivam o respeito e as ações complementares entre meninos e meninas, evitando clichês e rótulos estupidamente estabelecidos, não subestimam capacidades, repudiam ações que denigrem o papel da mulher e lutam incansavelmente para estabelecer cortesia e respeito em suas salas de aula.
Só a educação transforma e promove as mudanças que desejamos. Só a educação pode mostrar os benefícios de termos uma sociedade mais igualitária e que luta pelo bem comum, independente de gênero, raça ou classe social. Só a educação poderá criar mais Malalas e menos Barbies.

Rosângela Silva - www.mrosangela.blogspot.com - mrosangelasilva@gmail.com. Fonte: RevistaDavila. EMT - Divulgação

Educando Meninos - Rosângela Silva - Revista Dávila

Meninos Em Ação (Em Boa Ação!)

Dias atrás conversava com uma prima sobre educação dos filhos. Eu comecei dizendo que diminuiríamos muito o machismo e as agressões contra as mulheres se as mães dos meninos cuidassem para que eles crescessem respeitando mais as meninas.
Ela concordou, mas como mãe de 3 meninos, relatou o quanto percebe a falta de limites e o desrespeito das meninas para consigo mesmas, disse perceber a família deixando as cobranças e orientações de lado.  Continuando, ela descreveu como aconselha seus filhos: “Oriento que devem cuidar e ser gentis com as meninas”, “ Peço que as tirem de ocorrências perigosas ou vexatórias”, “Digo a eles que  têm que ajudar as meninas que  estiverem em situação de risco ou que se põem em atos constrangedores”.
É assim mesmo que penso que as famílias dos meninos deveriam agir.
A verdade é que uma boa parte de nossas crianças ou adolescentes sejam eles, meninos ou meninas, têm sido negligenciados pelas suas famílias. A pressa, o trabalho, o cansaço, as cobranças profissionais e o egocentrismo dos pais fazem com que cuidem menos de suas crias e olhem menos para elas.
O resultado é uma grande massa de desajustados, querendo levar vantagem, querendo se passar por ícone em ações incorretas ou maldosas, mentindo, driblando, desejando ter sucesso sem usar de esforço e dedicação.
Falando especificamente dos meninos agora, vamos relembrar que  os hormônios contribuem para o comportamento mais impulsivo e agressivo e, em relação à estrutura cerebral, a amígdala, maior no homem, influencia para que sejam mais explosivos e tenham gosto pelos riscos. Há nos meninos diferenças em relação às meninas nos sentimentos, nos relacionamentos, no pensamento, na resolução dos problemas e nas reações. Isso tudo confirmado pela neurociência, pela psicologia e pela biologia.
Sendo o corpo masculino uma ferramenta que induz ao movimento, a ação e, até à transgressão, cabe às famílias e às escolas investirem  esforços na formação dos valores e do caráter em busca de um ajuste positivo na educação dos meninos.
O pai é uma figura importantíssima na formação dos meninos e uma referência no direcionamento das ações assertivas. Na ausência do pai, tios, avós ou padrinhos cumprem bem esse papel. O importante é que recebam bons exemplos dentro da família para terem em quem se basear para moldar a sua personalidade e os seus valores.
Muitas atitudes podem ser adotadas para educar a sensatez, a sensibilidade e os valores dos meninos, tanto em casa como na escola: reduzir  a exposição à violência, permitir o choro e a demonstração de medo, estimular o cavalheirismo com todos ao seu redor, ensinar a cozinhar e cuidar dos afazeres domésticos, ensinar a respeitar as meninas, jamais puxando ou forçando uma proximidade que elas não desejam, treinar o sentimento da perda,  propor situações para exercitar o  autocontrole, cobrar  atitudes positivas com amigos e vizinhos, valorizar atitudes acertadas no dia a dia e escolhas saudáveis, valorizar a honestidade e expulsar a corrupção cotidiana  do ambiente familiar.
O estímulo aos esportes, o incentivo ao bom gosto musical, especialmente de ídolos que sejam bons modelos de valores, o compartilhamento de boas ideias e ações no meio em que vivem também contribuem para uma formação melhor.
A família, a escola e o governo devem  estar atentos aos meninos especialmente no aspecto da permanência na escola. Dados confirmam que as meninas são mais alfabetizadas e permanecem mais na escola do que os meninos. Eles enfrentam o trabalho mais cedo e buscam ajudar no sustento familiar, principalmente nas classes menos favorecidas.
Uma comunidade melhor depende de pessoas mais conscientes e melhores em suas ações. A cidadania começa em casa e estamos todos muito carentes de heróis e de bons exemplos. Eduquemos nossos meninos!! Eles não precisam ser heróis, mas podem ser gente boa!!!

Fonte: http://www.revistadavila.com.br/. EMT - Divulgação

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Inscrições para o 9º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho terminam dia 30 de Agosto.



O prazo para participação vai até o dia 30 de agosto.

O tema escolhido para a elaboração dos desenhos, neste ano foi OLIMPÍADAS.

Podem participar do concurso crianças e jovens de todo o país, com idade entre 9 e 14 anos.

Os participantes devem fazer um desenho em Papel  Ofício e enviar para:

9º Concurso Cultural da Turma do Gabi
Rua Eliza Ghirotti, 332, Monte Verde, Cep: 13348-872, Indaiatuba, SP.

A premiação para os três melhores trabalhos será um tablet e as três menções receberão kits de revistas e livros da Turma do Gabi.

Realização: Estúdio EMT (Moacir Torres). Apoio: Secretaria da Cultura e Colégio Episteme.

Confira o regulamento no site: www.turmadogabi.com.br.

Para obter mais informações, entre em contato: (19) 98157-3786

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ciência comprova: Crianças que apanham não obedecem aos pais

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Para ensinar os filhos a respeitar e obedecer precisamos ser pais bem melhores do que estamos sendo até agora. Confira as descobertas fortes e reais feitas através destas pesquisas.

  • Como está o seu comportamento no exato momento em que decide que o melhor a ser feito para educar seu filho é uma surra? Ou palmadas? Exatamente naqueles poucos segundos de decisão e atitude, o que predomina em você: sua raiva e descontrole ou sua preocupação e afeto?
Normalmente as surras são praticadas quando os pais perdem o controle da situação e já não sabem mais ao que recorrer, então utilizam-se de um método costumeiro passado geração após geração: a falta de controle, a surra.
Quando isso acontece ambos os lados perdem muito, aquele que foi o agressor e mais ainda aquele que recebeu a agressão. Confira:
  • O agressor (pai ou mãe)
Não há outro termo ou forma de se chamar a pessoa que pratica qualquer que seja o mínimo tipo de agressão. Tapas, palmadas, são consideradas sim uma agressão tanto física quanto psicológica.
A pessoa que decide perpetuar essa forma de educação em sua família, deixa de criar um novo e melhor modelo de criação para seus filhos, além de perder uma grande e preciosa oportunidade de crescimento próprio aprendendo a controlar seus instintos e vontades, deixa de exercer um simples e básico autocontrole, o que pode influenciar em outros comportamentos que também exigirão de si um autocontrole.
A criança agredida
Uma confusão de ideias passa-se na cabeça da criança: como aquela pessoa que diz que ama pode ser capaz de fazer isso?
Crianças que apanham dos pais ficam com sentimentos de raiva, frustração guardados em sua memória, afinal receberam dos pais algo totalmente diferente do que esperavam e mereciam.

O que acontece ao seu filho quando apanha? Veja o que essas pesquisas comprovaram
De acordo com a recente pesquisa Publicada pelo Jornal Family Psychology, baseada em estudos com 160 mil crianças em mais de 50 anos, bater ou dar palmadas em nossos filhos pode:
Trazer apenas fatores negativos para educação e não ensina nenhuma lição.

Pesquisadores afirmaram que quando a criança é agredida não consegue relacionar o motivo pelo qual provocou aquilo, sente apenas medo, insegurança e humilhação.

Outra pesquisa realizada pela Universidade de Manitoba, no Canadá, investigando 31 mil adultos e as consequências sérias das agressões demonstrou que:

A criança que apanha tem mais dificuldade em respeitar e receber ordens imediatas de seus pais, tios, avós e futuramente seus chefes, já que foi controlada pela força física, ou seja, a criança aprendeu a obedecer somente depois de apanhar, assim quando não há o castigo não sabe exatamente até onde vão os limites que pode chegar.

Dessa forma, comprovou-se que aquelas crianças que tinham apanhado em sua infância sentiram mais dificuldades em obedecer seus pais ainda na infância, revoltaram-se em algum momento em sua adolescência e sentem algum tipo de trauma agora já vivendo a fase adulta.

Regras de ouro da educação trazidas por um pediatra
O pediatra Paulo Oom ensina algumas regras que as chama de Regras de Ouro da Educação, que podem lhe auxiliar a mudar seu comportamento:

1.                  Pratique a coerência: Os castigos praticados devem ser coerentes com as ações erradas que seu filho fez. Ex.: brigou com o coleguinha, pedir desculpas, explicar, tomar o brinquedo.
2.                  Use a disciplina positiva não negativa: Você é sim a autoridade máxima em sua casa, mas demonstre isso de uma maneira inteligente e sensata, ensine através do seu exemplo. Ex.: Retirar privilégios, deixar de comprar doces, não ceder às birras e manhas.
3.                  Punição deve ser imediata: A punição deve acontecer no exato momento da ação, uma vez que as crianças são imediatistas, não conseguem relembrar de algumas coisas do passado.

Bater nos filhos apenas lhes ensina a serem agressivos e inseguros. Fonte: https://familia.com.br. EMT - Divulgação

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Primeira linha de bonecas com deficiência é sucesso absoluto

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Para a criação de uma linha de bonecas com deficiências, a empresa britânica Makies se inspirou na campanha Toy Like Me («Brinquedo como eu»), cujos participantes, com o intuito de apoiar crianças com deficiência, modificavam bonecas comuns para que elas parecessem pessoas reais, e publicavam as fotos nas redes sociais.
Nós do Incrível.club achamos que estas bonecas já deveriam ter sido lançadas há muito tempo.
A ação Toy Like Me foi lançada por vários pais que compartilhavam fotos de bonecas feitas por eles mesmos para seus filhos. Eles pediram que fabricantes de brinquedos criassem uma série que tivesse as mesmas limitações que os seus bebês.
Milhares de pessoas apoiaram a campanha imediatamente e começaram a publicar imagens dos brinquedos feitos à mão.
Depois do sucesso obtido pela iniciativa, a empresa Makies decidiu iniciar a fabricação de uma nova coleção de bonecas, que leva o mesmo nome da campanha nas redes sociais.
Até o momento, eles criaram três tipos de bonecas: uma usando bengala, outra com aparelho auditivo e uma terceira com uma marca de nascença no rosto.
Agora a Makies está trabalhando em modelos de bonecas em cadeira de rodas, com andador e também bonecas em cujo rosto podem ser adicionadas características da criança, como cicatrizes.
A empresa também está disposta a criar bonecas sob encomenda, o que significa que os pais poderão pedir uma boneca totalmente parecida com seu filho.
Os fabricantes esperam que agora as crianças saudáveis e seus pais comecem a tratar melhor as pessoas com limitações, passem a ajudá-las mais e que crianças com deficiências deixem de sentir vergonha.
Afinal, conviver com as diferenças é enriquecedor para todos: para as pessoas com deficiência e para as demais, que têm contato com elas e para a sociedade, em geral.

Fonte: http://incrivel.club/. EMT - Divulgação

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Arte de ser Avó - Raquel de Queiroz

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Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu… É como dizem os ingleses, um ato de Deus”. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, o filho do filho, mais que filho mesmo…

Cinquenta anos, cinquenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que você esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações, todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores com paixões: a doçura da meia idade não lhe exige essa efervescência. A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as crianças?
Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum suas crianças perdidas. São homens e mulheres- não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha.
Sem dores, sem choro, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade, longe de ser um estranho, é um filho seu que é devolvido.

E o espanto é que todos lhe reconhecem o direito de o amar com extravagância. Ao contrário, causaria espanto, decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vem ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre o olho e diz: “Vo!”, seu coração estala de felicidade, como pão no forno!
Por Rachel de Queiroz. Fonte: https://sentavemhistoria.wordpress.com/. EMT - Divulgação